Super Mario Galaxy: O Filme | Análise sem spoiler
Após o enorme sucesso de Super Mario Bros. O Filme, a Nintendo e a Illumination se unem novamente para expandir esse universo. Super Mario Galaxy: O Filme é, mais uma vez, uma verdadeira carta de amor aos fãs. No entanto, o título pode enganar... Quem espera uma representação fiel do jogo de mesmo nome pode sair um pouco decepcionado, já que, além de o filme não se basear em quase nada dos dois jogos da série Galaxy, a trama muda algumas regras já estabelecidas na franquia, o que certamente dividirá opiniões. Ainda assim, o longa funciona como uma grande homenagem aos 40 anos de Super Mario Bros.. O uso de easter eggs e referências a vários títulos da série Mario é feito de forma engraçada e bem interessante.
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| Imagem: Nintendo/Illumination |
A trilha sonora, novamente composta pelo talentoso Brian Tyler, é fantástica. São 24 faixas ao todo, e embora pareça um número modesto, dessa vez elas são mais longas e imersivas. Outro grande acerto foi a redução no uso de músicas pop. As poucas que aparecem estão inseridas de forma tão natural nas cenas que mal percebemos.
| Imagem: Nintendo/Illumination |
Visualmente, a animação está deslumbrante, arrisco dizer que é o trabalho mais bonito já feito pela Illumination. O elenco principal está fantastico, com dinâmicas muito divertidas entre si. Meus maiores destaques vão para Luigi, Yoshi, Bowser e... Fox McCloud! Sim, Fox rouba a cena de um jeito muito positivo. Confesso que não sou um super fã de Star Fox e temi que sua presença acabasse sendo negativa, mas aconteceu exatamente o oposto, ele é um personagem fantástico!
| Imagem: Nintendo/Illumination |
Apesar de melhorar em quase tudo em relação ao primeiro longa, o filme ainda esbarra no mesmo grande problema: o seu ritmo. Fica claro que existe a vontade de apresentar uma “história”, por mais simples que seja, mas a execução falha. As coisas simplesmente “acontecem”, e a narrativa não consegue se sustentar. O início é muito promissor, dando o tempo de tela adequado aos personagens e mostrando uma clara evolução em relação ao primeiro filme. Porém, da metade para o final, o ritmo desanda de forma alarmante, culminando em um encerramento repentino.
A batalha final reflete bem isso: é divertida, mas muito caótica e confusa. Tanta coisa acontece ao mesmo tempo que, se você piscar, perde um detalhe importante.
Como um grande fã que tem um enorme carinho pela franquia, eu achei a experiência muito interessante e me diverti bastante. Mas, tentando ser objetivo, a falta de estrutura cinematográfica pesa muito na balança. É compreensível que a crítica não tenha abraçado a obra de forma unânime, afinal, um filme não é um videogame, ele precisa de ritmo e substância narrativa para funcionar de verdade.
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| Imagem: Nintendo/Illumination |
Nota final: 7.5/10.
Uma aventura divertidíssima que cumpre o papel de entreter, mas que ainda tropeça na hora de ter a estrutura fundamental de um filme.

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